Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Burro na Mesa

Antro de estupidez onde jazem comentários de conteúdo variado | BLOG DE HUMOR

Burro na Mesa

Antro de estupidez onde jazem comentários de conteúdo variado | BLOG DE HUMOR

Um futuro para Luciana Abreu

Algo se passa no meio artístico português. E nem sequer me refiro à excessiva utilização da Rita Pereira em programas da TVI, ao ponto de fazer Miguel Sousa Tavares duvidar da sua própria credibilidade enquanto comentador político. Refiro-me sim à carreira de outra protagonista de uma série infantil de outrora: Luciana Abreu.

Mas qual é, afinal, o problema de Luciana, para além da clara incapacidade para escolher nomes inteligíveis para crianças? A resposta é: vários. Mas aquele que me fez escrever esta crónica foi o facto de Luciana ter feito um dueto com uma ex-atriz pornográfica brasileira. Não é que eu esteja contra, muito pelo contrário. Aliás, ficaria muito feliz se a Luciana desistisse da carreira de cantora e seguisse o caminho da amiga Gretchen, também conhecida como “rainha dos memes", título que lhe foi concedido pelo New York Times. Portanto, para aqueles que andam a criticar a Luciana, notem que ela só trabalha com pessoas com prestígio internacional… Não é para todos, meus caros…

Posto isto, pus-me a pensar quais teriam sido os maiores erros na carreira da maior vendedora de saias com flores e folhos de sempre em Portugal e cheguei à conclusão que eram demasiados. Por exemplo, fazer um hino de apoio à seleção nacional para o Mundial de 2018 (e sublinho a parte do “nacional”) maioritariamente em inglês e em espanhol, como se já não existissem turistas suficientes a pensar que se fala a língua de Cervantes em Portugal… Mas também não posso ser injusto, visto que também existem versos em português (poucos e alguns em português do Brasil para não discriminar o Pepe, mas existem!). Outro dos erros na carreira de Luciana é a criação da canção (e chamo-lhe “canção” por falta de vocabulário para definir aquilo) intitulada “El Camarón”, que foi composta após a cantora ter tido um choque anafilático devido à ingestão de camarões. A música é má, a letra é péssima, mas pelo menos ajudou a ciência a descobrir que para além da alergia a camarões, existe também a alergia a cantigas sobre camarões. E eu padeço disso, que me fartei de coçar quando ouvi aquilo.

Mas pronto, sendo que a Luciana Abreu era uma referência no tempo em que eu era criança e que me ensinou muita coisa, nomeadamente que o humor tem limites (eu vi aqueles 2 ou 3 minutos no Levanta-te e Ri e aquilo é demasiado para mim), sinto que tenho a responsabilidade de lhe indicar algumas alternativas mais credíveis para o seu futuro profissional. Então cá vão duas.

A minha primeira solução seria a mais óbvia de todas. Visto que os Morangos com Açúcar vão voltar, por que não fazer voltar também a Floribella? Até já pensei no enredo e tudo: «Em “Floribella 3”, Flor descobre que afinal a árvore com quem fala solta uns pólenes alucinogénios e aditivos, justificando assim o carinho que a personagem tem à planta e a frequência com que a visita. Após a dramática descoberta, Flor vê-se perante a realidade e verifica que a sua banda de música romântica é, afinal, de death metal e que, após a morte de Frederico Fritzenwalden, a alma deste não se transferiu para o corpo de um conde, por quem se veio a apaixonar. O que acontecia, de facto, é que Flor namorava com um corpo morto. A descoberta da realidade levará Flor a duvidar da sua essência enquanto menina boazinha». Já sei no que estão a pensar, é demasiado mórbido, mas vocês já ouviram aquelas músicas? Acreditem em mim, esta opção de carreira seria bem melhor para a borboleta dos Ídolos.

A segunda e última alternativa passaria por ressuscitar aquele programa infantojuvenil das manhãs de fim-de-semana da SIC, o “Lucy”. Contudo, ser-lhe-iam feitas algumas alterações, começando pelo nome do programa. Passaria a chamar-se “Lucy-fer”, porque um programa para crianças onde a apresentadora anda seminua só pode ser coisa do diabo.

futuro de luciana.png

 

publicado às 23:58

Quem quer casar com o meu filho agricultor à primeira vista dentro de um carro?

(Novo artigo sobre este tema aqui) - "Toca a amar agricultores e filhos à bruta"

 

A poesia portuguesa sempre me atraiu. Florbela Espanca, Pessoa, Sophia ou Camões escreveram belíssimos e incontáveis hinos ao amor. Mas de todos os versos de todos os poemas, há um especial, um que todos os apaixonados já ouviram: «Amor é fogo que arde sem se ver». Mas se até ao ano passado, o verso era apenas uma metáfora, agora já não é assim, graças ao fantástico mundo da televisão portuguesa.

A moda dos programas de encontros amorosos começou no ano passado, quando estreou em Portugal o programa “Casados à Primeira Vista”, programa esse bastante discriminatório para todos os invisuais, já agora. O sucesso foi tal que não tardou que a TVI estreasse também ela um programa de relacionamentos, o “First Dates”, e a SIC o “Carro do Amor”. Portanto, em 2019, o “fogo que arde sem se ver” não é metafórico, mas sim o da combustão do motor do KIA Ceed usado pela emissora. Mas uma coisa é certa, o Ministro do Ambiente, que é um gajo que até percebe se está ou não a rolar um clima, já veio dizer que, se o “Carro do Amor” funcionar a gasóleo, daqui a 4 anos aqueles namoros não vão valer nada.

Mas se pensavam que isto ia ficar por aqui, desenganem-se. O quarto canal vai estrear o “Quem quer casar com o meu filho?” e a estação de Paço de Arcos (eles lá da SIC fizeram mesmo questão de que todo o Portugal soubesse que agora eles estão sediados em Paço de Arcos) vai estrear o “Quem quer casar com o agricultor?”. Muita originalidade, portanto. No fundo, a TV portuguesa é aquela tia chata do jantar de Natal que pergunta se já não está na altura de arranjar alguém para juntar os trapinhos.

Posto isto, proponho aqui mais alguns formatos que as televisões nacionais podem aproveitar. Começamos com o “Autocarro do Amor”, onde adeptos do poliamor têm um primeiro encontro coletivo e que, em princípio, acaba sempre numa coboiada muito gira que pode ser emitida depois da meia-noite com bolinha vermelha. Passamos depois para o “Quem que casar com um mendigo que encontrámos na rua e que à partida é o homicida da sua própria família?”, sendo o formato ideal para a CMTV. Sugiro também que o apresentador deste segundo formato seja Hernâni Carvalho, não pela experiência no mundo do crime, mas pelo facto de ter feito estudos na área das Ciências da Religião e não há nada mais sagrado no mundo do que o Santo Matrimónio. Finalmente, o “Quem quer casar com o deputado?”, que é um formato adequado à ARTV (Assembleia da República TV). No entanto, à partida, qualquer pessoa sã não tem vontade de contrair matrimónio com um deputado, a não ser que seja o Ricardo Robles, que tem olhos azuis e casa própria em Lisboa comprada a meias com a irmã.

qqccomfaapvnc.png

 

publicado às 23:56

O telele, graças a Deus!

Olhem aqui uma adivinha que eu inventei: qual é coisa, qual é ela, que ressuscitou em 2017 e que em 2018 fazia lembrar uma cabidela? A resposta é… a Eurovisão. Exato, falo daquele certame onde há mais bandeiras LGBT do que comentários homofóbicos no governo de Jair Bolsonaro.

Mas por que razão decidi falar sobre este tema em 2019, também conhecido como «suposto ano em que íamos enterrar o eurofestival porque já o ganhámos e já o organizámos, portanto agora vamos parar de lhe dar atenção, antes que o Zezé Camarinha e outros marialvas nacionais comecem a questionar a sua sexualidade»? O motivo é simples: Conan Osíris vai participar na edição do Festival RTP da Canção de 2019, sendo um forte candidato à vitória nacional. Posto isto, para quem conhece a obra do artista, já percebe a razão do alvoroço; para quem não conhece, vão conhecer, que eu não vos posso fazer a papinha toda, seus calões. Mas eu posso resumir o que se passa nos seguintes termos: existe a real possibilidade de Portugal poder vir a vencer novamente o evento, caso o artista seja selecionado para representar o país. E, portanto, eu só tenho uma coisa a dizer ao António Variações 3.0 (3.0, porque o 2.0 é obviamente o Raul Meireles): muito obrigado! É que se o Conan Osíris ganhar este ano a Eurovisão lá no galinheiro de Israel, começa a verificar-se uma tendência que eu quero muito que se mantenha, que é o facto de Portugal ganhar o festival em anos ímpares e organizá-lo em anos pares. É que se assim for, e se se mantiver até 2022, com uma pitada de sorte, conseguimos reunir num mesmo país e ao mesmo tempo o maior evento da comunidade LGBT e a Eurovisão. Com «maior evento da comunidade LGBT» refiro-me, obviamente, às Jornadas Mundiais da Juventude da Igreja Católica.

Digam lá se não era divertido encontrar num mesmo metro quadrado uma freira e uma drag queen? Ou melhor, encontrar um fã do festival que faça com que um padre use, sei lá, uma saia! Ah, esperem…

conancristo.png

publicado às 02:58

Pág. 2/2

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Blogs Portugal